O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, resolveu a quitação de mais uma dívida do gabinete de intervenção do Estado e regularizou o Sistema Integrado de Gestão Hospitalar, Controle e Dispensação de Medicamentos, responsável pela informatização da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), 

O sistema permitia o registro de medicamentos, de faturamento, de pacientes e o sistema de senhas nas unidades de saúde. Durante a intervenção, por falta de pagamento, o sistema foi suspenso. 

Em reunião realizada com técnicos da empresa responsável pelo sistema, Emanuel lamentou a falta de pagamentos e garantiu que tudo voltará ao normal na próxima terça-feira (16). Durante a reunião, os técnicos da empresa contratada para prestar o serviço explicaram quais foram os prejuízos à população. 

“Essa é mais uma herança do descaso que recebemos do gabinete de intervenção do estado, mas isso é coisa do passado, o que importa é daqui para frente, fui eleito para resolver os problemas e esse está resolvido, vamos tocar para a frente porque a população quer ver resultado”, afirmou o prefeito. 

Em diálogo com a empresa, o prefeito Emanuel solicitou a retomada dos serviços com a garantia de regularização dos débitos por parte da Secretaria Municipal de Saúde. Atualmente, o volume de dívida deixado pela intervenção com a empresa é de cerca de R$ 7 milhões. 

Saúde de Cuiabá voltou ao passado

O sistema foi implantado em 2016, primeiro ano da gestão Emanuel Pinheiro, visando modernizar a Saúde no município. Para Emanuel, a suspensão do sistema foi um retorno ao passado provocado pela intervenção. 

“Voltamos ao passado que a gente não queria voltar mais, está tudo no manual, virou uma baderna total sem o sistema de informação, esse sistema era o que garantia a melhoria e o bom atendimento, a notícia boa é que chegamos a um acordo para regularizar essas dívidas deixadas pela intervenção”, afirmou Emanuel Pinheiro. 

Durante a reunião, os técnicos da empresa contratada para prestar o serviço explicaram quais foram os prejuízos à população provocados pela suspensão da falta de pagamento do sistema. 

Sem o sistema, todo trabalho de gerenciamento de dados na Saúde do município, desde emissão de senhas até registro de compra de medicamentos, era feito de forma manual, o que provocou uma confusão generalizada deixada pelo gabinete de intervenção estadual. 

Sem o sistema, a administração em Saúde também não consegue comprovar, por exemplo, o controle de estoque de medicamentos, uma vez que tudo passou a ser feito de forma manual. 

“A suspensão do sistema impactou principalmente a população porque virou um descaso”, afirma Arthur Eckart Velasco, responsável técnico da empresa que explicou os efeitos da suspensão do sistema durante a reunião. “O sistema surgiu para resolver problemas, quando o tiraram o que aconteceu foi que geraram problemas imensuráveis, na gestão do prefeito Emanuel Pinheiro tivemos o sistema sempre em pé e produzimos melhoria, mas nesse período de intervenção não conseguimos evoluir em mais nada”, completou.